Cia Humbalada de Teatro


O blog da Cia. Humbalada tem novo endereço:


www.ciahumbalada.blogspot.com


Com mais informações da Cia. e novidades!



Escrito por Bruno às 01h27
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Uma náufraga que se perde de seu irmão gêmeo e dsembarca num país deconhecido, governado por um duque.

Para sobreviver, ela se traveste de homem e oferece seus serviços ao duque, mas acaba se apaixonando por ele.



Escrito por Bruno às 15h05
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O pessoal da Bacante veio assistir nosso espetáculo e escreveu a crítica pro site!

Clique aqui pra ver o que eles escreveram... Bem justo e sincero!

Obrigado à Bacante...

Valeu!

 



Escrito por Bruno às 14h04
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Escrito por Bruno às 14h32
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Depois de muito trabalho, pesquisa e amor!

Aí vem: A VINDA DA FAMÍLIA REAL



Escrito por Bruno às 13h15
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HUMBALADA CONVIDA:

 

Concentração: Espaço Cultural Humbalada

Caminhada com o Maracatu da Cia. Caracaxá

 

Chegada: Praça João Beiçola da Silva

Roda de Coco, Cacuriá e Ciranda com a Cia. Baitaclã

 

 

 

Av. Lourenço Cabreira, 197 – 5 minutos da Estação de Trem Primavera-Interlagos

Informações: 5661-6534 – humbalada@terra.com.br

 

 

 

VENHA DANÇAR E CANTAR NESTA HUMBALADA!!!



Escrito por Bruno às 13h23
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Com vocês o texto de Roberta Calza, nossa prepapadora corporal e professora de bufão, feito especialmente para Cia. Humbalada:

 

BUFÕES NA HUMBALADA
por Roberta Calza

 

É possível considerar treinamento e a máscara do bufão como uma redundância.

Falar da máscara do bufão pressupõe falar em preparação, em construção e, portanto, em tempo.

O território dramático do bufão, ou melhor, a composição de um estado bufonesco começa muito antes de qualquer suposta prova de figurino ou de espuma ao redor do corpo, ela requer um espírito investigativo para derivar no que chamamos de estado.

Cativar um estado, constituir uma lógica, experimentar isso dentro de uma deformidade física e acima de tudo ter algo a dizer através desse estilo teatral faz com que aqueles que queiram mergulhar nesse território estejam dispostos a prescindir do tempo. E então o estado se torna uma aventura a ser conquistada com calma.

Os bufões, como conta a Idade Média, são personagens do cotidiano que utilizam da sátira como artifício de comunicação. Sua comicidade passa pela “moquerie”: qualidade zombeteira que coloca sempre o outro, o indivíduo ou a situação em evidência e freqüentemente em profunda exposição. O bufão tem uma lógica particular e já diziam os reis uma lógica acima de qualquer suspeita, pois eram os únicos a garantir sua cabeça no pescoço. Essas figuras de entretenimento medieval exploravam seu cotidiano como tema e expurgavam ao seu redor suas opiniões, muitas vezes ácidas.

 

 

 

 

Quando Jacques Lecoq em meados dos anos 50 propôs a seus alunos inspirarem-se nessa figura em busca de um nível de jogo, a dimensão bufonesca ganhou corpo, espaço e pesquisa, e em contraponto ao palhaço, buscou a crítica ao outro como base de trabalho. Garantiu uma função pedagogia na escola pelo exercício da crítica.

Desde então o que se vê é um estilo teatral muito livre e em constante renovação, algo a ser sempre reinventado já que fala de seu tempo. Claro, que nesses 50 anos foi constituída uma pedagogia a respeito e nesse sentido o treino pode ser considerado responsável pelo desenvolvimento dos apontamentos.

A companhia Humbalada de teatro quando me convidou para fazer parte do projeto me deixou muito curiosa, porque a pergunta que rondava a minha cabeça era- como uma companhia tão jovem faria para encontrar a contundência e a força da crítica necessárias para falar pelo bufão, além de assumir posições firmes frente ao mundo e devendo para isso serem tão severos?

O tempo de trabalho com a companhia mostrou-me que nossa realidade e nossas escolhas quando sinceras tem muito potencial de trabalho e dá condições para que então o material humano ao nosso redor seja observado com franqueza.  Muitas vezes eles encontraram provocações definitivas e claras sobre o que viam.

O grupo amadureceu e pela seriedade da pesquisa tornou-se pontudo e direto.

Esse treinamento ou preparação foi desenvolvido na pedagogia lecoquiana integralmente, passando da observação a transposição da realidade para o salto maior: a criação

Os corpos vieram e com eles em um exercício muito especifico e norteador, o tal estado e a lógica de funcionamento apareceu.

Passamos pelo grotesco, visitamos e mistério e temos o fantástico para alcançar.

 A aventura foi forte, profunda e revigorante, a jovem companhia tem o que dizer de sua vizinhança e tem o que mostrar com leveza e acidez, com deformidades comuns a sociedade e com a seriedade que um treinamento requer.

Da disciplina aprendemos a criar e a respeitar a criação no tempo.

Espero que esse encontro apenas inspire o início de uma pesquisa bufonesca maior e longa e que eles possam compartilhar com seu entorno essas descobertas tão íntegras.

 

 

 

 

(essas imagens são do pintor Bosch utilizadas como estudo durante o processo de treinamento)

 



Escrito por Bruno às 15h14
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Escrito por Bruno às 15h06
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E as possibilidades cenográficas começam a surgir. Marcela Donato está navegando conosco nessa intensa viagem...

Eis a maquete da estrutura de nossa carroça. É nela que contaremos nossa história, nossas vidas e nossas utopias. Uma carroça que vira navio, palácio e palco para as personagens. A carroça que carregamos todos os dias por escolha e prazer...

Que cor? Marrom? Ambar? Cores pastéis? O cano vai subir e suspender uma cortina? A rampa vai cair na direita ou na esquerda? Por que essas cores? Qual o diálogo entre nosso discurso? As malas vão aonde?

Estreiaremos em abril, será que estará pronto até lá?

 

Bom, só sei que amanhã tem ensaio na praça! (se não chover!)



Escrito por Bruno às 15h05
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ENSAIO

Ainda é dia, os carros, pessoas e avenidas compõem o cenário.
O sol transita de um lado ao outro.
E assim o cenário vai se transformando
Crepúsculo
Silêncio


Atores que chegam em uma praça,
Pra contar uma história feita de estórias.
Ao som do maracatu pedem licença pras entidades.
Respiração, espaço, a rua.

Estar à deriva, o corpo se move ao ritmo da respiração.
Inspiro a praça, pessoas olhares e sensações,
Expiro discursos, utopias, justiças, feridas e sorrisos.
É teatro mesmo minha gente.

A carroça que muda de figurino e personagens,
Atores, que mudam de figurino e personagens.
A história conta da vida de alguém,
Os atores de pessoas.
Uma pausa, a criança corre na praça!
Algum movimento acontece
A Criança grita, Pedro..Brasil..Portugal
Ela canta “vou sair desse marasmo, vou morar no matagal”.


Já é noite, poucos carros, avenidas, pessoas sentadas na praça.
É o que compõe o cenário.
Silêncio
Atores partem com a carroça

As Crianças gritam: Ei, Até amanha!
Atores, cansados e sujos...
Até meninos!

Tatiana Monte

 



Escrito por Bruno às 10h00
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